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ECOLOGIA NO TRABALHO

14 de março, 2014

A Ecologia entrou definitivamente no rol das preocupações diárias da sociedade. Tal momento é mais do que propício para se colocar em discussão desdobramentos importantes que tem sido, ou apenas lembrados de forma superficial ou mesmo marginalizados propositadamente, pois fogem à questão da devastação de florestas, uso do solo, plantio e replantio de árvores e dizem respeito ao homem e seu ambiente cotidiano e mais especificamente ao ambiente de trabalho.

O ponto de partida, portanto, é a perspectiva de que hoje não há como separar o ambiente natural dos ambientes onde as pessoas vivem e trabalham e que a melhoria da qualidade de vida só é possível com a melhoria dos ambientes de trabalho, tornando-os mais limpos e saudáveis. Ao mesmo tempo torna-se necessário encarar o trabalho de uma outra forma, como algo que seja tanto libertador para o trabalhador bem como útil para toda a sociedade.

Avanço na questão ambiental – A visão ecológica que tenta dividir os ambientes e que traz como carro chefe a idéia da conscientização sobre a necessidade de preservação dos ambientes naturais, as florestas, as espécies animais, as lagoas, os rios, tem trazido até a mídia um sentimento deturpado ou pelo menos equivocado nos aspectos que podem ser considerados os elementos essenciais na melhoria da qualidade de vida da população e em especial dos trabalhadores.

Ao se romper com esta divisão do conceito de ambientes é possível avançar para análises e questionamentos mais profundos, que certamente vislumbrarão uma nova perspectiva para a ecologia e seus pontos básicos.

Partindo do pressuposto que todos os membros da sociedade estão, estarão ou estiveram por algum tempo em idade produtiva, ou seja, ou se está trabalhando, ou como as crianças, os adolescentes, os estudantes que ainda se preparam para o mundo do trabalho, ou os aposentados e os incapacitados que já exerceram atividades produtivas. Todos em algum momento de suas vidas se vêem envolvidos com o trabalho. O tempo de vida dedicado a este trabalho tem duração em torno de 35 anos.

Considerando que a expectativa de vida média do brasileiro se situa na faixa dos 60 anos, pode-se observar que mais da metade de suas vidas se passa no ambiente de trabalho. Isto se acentua ao se considerar que durante estes anos fica-se envolvido com o trabalho um mínimo de um terço da carga
horária diária, ou seja, oito horas de jornada laboral. E esta jornada está diretamente ligada à perspectiva de vida do homem brasileiro:

“Observa-se que na faixa de idade produtiva (15 aos 54 anos), quando mais se trabalha, a taxa de mortalidade brasileira é o dobro da Inglaterra, França e Espanha (…). Entre 15 e 54 anos morre-se por doenças respiratórias no Brasil, com freqüência sete vezes maior que na Inglaterra, três vezes mais
que na França, duas vezes mais que nos Estados Unidos e Espanha e mais que na Argentina. De modo similar, nesta idade em que se trabalha, morre-se em nosso país, três, quatro ou cinco vezes mais por doenças cárdio-circulatórias que nesses países.

Certamente, a miséria em que vive mesmo a população economicamente ativa brasileira, resultado direto da política de salários e empregos, tem um peso substancial na freqüência de mortes na idade do trabalho; mas há outras condições geradoras dessas doenças e mortes prematuras, às quais estão submetidos diretamente os trabalhadores enquanto trabalham.

Todas essas condições são, de um ou outro modo, determinadas pelo regime de propriedades dos meios de produção, mas as últimas estão relacionadas estreitamente com os processos de produção e com a organização e relações de trabalho.



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